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editorial
Um circuito feito de emoções
José Rocha dinis

1.Terminou ontem o 56º Grande Prémio de Macau que durante quase uma semana trouxe à RAEM não apenas alguns dos nomes importantes da cena internacional das várias provas, como milhares de interessados em desportos motorizados. Cumpriu assim o seu papel, de há muito reconhecido, como grande cartaz turístico e de desportos motorizados da Ásia.
A Guia é, em sim mesmo, um circuito único feito de emoções, dadas as enormes dificuldades por que passa qualquer concorrente. Mesmo nas provas em que as posições ficaram marcadas desde cedo, houve sempre interesse para os concorrentes, dirigentes e pessoal de apoio das equipas e nos espectadores que, mais uma vez, responderam à chamada.
O Grande Prémio dá alguns dissabores aos residentes que vêem alterados os seus habituais percursos. Obriga muitos responsáveis de diversos sectores a trabalho suplementar, nem sempre bem reconhecido pela população.
Mas aumenta a exposição regional e internacional da Região, dando uma boa contribuição para os “cofres” das pequenas e médias empresas que são fundamentais para a economia local.
Daí que seja generalizado o apoio ao Grande Prémio, ficando-se já à espera das notícias dobre a 57ª edição.
2. Não sei de quem é a falha: se dos Serviços de Saúde, que só se lembra deles quando tem problemas graves a resolver, se das variadas associações de jornalistas locais que tratam de tudo menos do prestígio e bem estar das pessoas que trabalham na comunicação social.
Para mim é inconcebível que, no caso da vacinação da Gripe A, os jornalistas não sejam considerados como “grupo de risco”, apesar de, por questões profissionais estarem “na primeira linha” dos contactos directos com a generalidade da população e, por isso, serem alvo fácil de contágio e foco de disseminação.
A menos que tenham feito exaustivos estudos científicos que concluíram que estes profissionais estão imunes ao vírus da gripe...
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