000primeira
020opiniao
030local
050desporto
070actual
081jete
090cambios
091tempo
092ultima


 


casademacau

Bookmark and Share


 
  N°2937 (Nova Série), Sexta-Feira, 26 de Setembro de 2008
FRANCIS TAM JÁ PROMETEU CRÉDITOS ESPECIAIS SEM JUROS
Governo assegura que vai apoiar comerciantes afectados por inundações

Depois da tempestade, vem a bonança – o Governo já prometeu que vai ajudar os comerciantes afectados pelo tufão que fustigou Macau na noite de terça para quarta-feira

EMANUEL GRAÇA
DIANA DO MAR

Ainda não há uma contabilização oficial quanto aos milhões de prejuízos causados pelo tufão “Hagupit” junto do comércio. Na zona do Porto Interior e da Avenida Almeida Ribeiro, dezenas de lojas foram afectadas pelas cheias causadas pelo tufão mais forte dos últimos 15 anos. Para ajudar os comerciantes, o Secretário para a Economia e Finanças, Francis Tam, já prometeu apoios especiais.
O governante, que se encontrava em Guangxi, à frente de uma delegação comercial local aquando da passagem do tufão, antecipou o seu regresso ao território para ontem, quando tal só devia acontecer hoje, de acordo com o “Macau Post”, de forma a avaliar “in loco” os prejuízos. Tam já prometeu acelerar o apoio através dos mecanismos já existentes, como a aprovação de créditos sem juros para as Pequenas e Médias Empresas afectadas pelo tufão. No entanto, vários comerciantes tinham solicitado subsídios à reconstrução a fundo perdido.
A livraria Bloom foi um dos espaços atingidos. O responsável, António Falcão, fala em “perdas irreparáveis”. Mas que não estão apenas relacionados com o facto da água ter levado uma grande parte dos seus investimentos. Tanto que apesar da livraria estar encerrada, a luz do logótipo ficou acesa. “Como sinal de que ainda cá estamos”, explicou.
No mínimo, as perdas devem rondar as 300 mil patacas, mas António Falcão garante que a Bloom ainda está a fazer contas. Em relação aos livros estragados, dar ou fazer um leilão são alternativas. Um dos planos da “Bloom” era criar um loja online. António Falcão garante que os esforços serão canalizados nesse sentido, até porque aí não há água que deite por terra os livros.
Quanto ao apoio governamental, António Falcão é claro: “Acho que devia haver mais do que um crédito”. “Qualquer espécie de subsídio, por exemplo”, ressalvou, acrescentando que o Governo precisa de fazer algo para compensar. Não porque é o culpado, mas porque esse é o seu dever, disse, lembrando a disponibilidade de apoios que o Executivo tem demonstrado para com a China Continental.
PRÉDIO INCLINADO. Os fortes ventos do tufão “Hagupit” levaram a receios quanto à eventual queda de um prédio de habitação social e económica em construção na Rua da Tranquilidade, na Areia Preta. Ontem, a Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes (DSSOPT) convocou uma conferência de imprensa para assegurar que tal não passou de uma ilusão de óptica. Tudo porque só os andaimes do estaleiro terão sido afectados pelas fortes rajadas do tufão, ficando inclinados.
A DSSOPT notificou o empreiteiro para arranjar com a maior brevidade possível a parte danificada do andaime. Segundo uma nota dos serviços liderados por Jaime Carion, “apesar de se verificar alguma inclinação no andaime do estaleiro de obra”, a parte estrutural em betão armado não foi afectada. A situação foi comprovada por engenheiros da Laboratório de Engenharia Civil e por elementos das Obras Públicas, sublinhou o chefe substituto do departamento de urbanismo da DSSOPT, Chan Weng Hei.
Entretanto, o Secretário para os Transportes e Obras Públicas anunciou ontem o reforço de mecanismos de previsão e resposta de emergência “para melhorar a informação e a preparação atempada da população”.
Lau Si Io, que falava à margem do plenário do Conselho Consultivo para o Reordenamento dos Bairros Antigos, sublinhou que os serviços iniciaram já a avaliação e estimativa dos danos graves resultantes dos efeitos da passagem do “Hagupit”. “As autoridades iniciaram os trabalhos de rescaldo, limpeza e reparação logo após a mudança do sinal oito para três”, destacou.
Lau Si Io referiu que os problemas resultantes da passagem do tufão revelaram as fragilidades e vulnerabilidades das defesas e protecções de infra-estruturas, as quais estão já a ser analisadas pelas entidades competentes.
Em curso está já um estudo sobre os transportes públicos para movimentação mais rápida da população e visitantes após uma tempestade tropical, bem como de intensificação dos trabalhos de divulgação de informação ao público por diversos canais.
Ontem, em toda a cidade, mas especialmente junto do Porto Interior, eram ainda visíveis sinais da destruição causada pelo tufão. Em vários locais, os detritos continuavam amontoados, à espera de ser removidos. Por outro lado, vários pontos de recolha de resíduos estavam saturados, com o lixo a acumular-se em redor.

 


 [Alto] [Anterior] [Voltar] [Próximo]


Bookmark and Share

HOME  .  E-MAIL SERVIÇO GERAL . E-MAIL SERVIÇOS ADMINISTRATIVOS . FICHA TÉCNICA  .  EDIÇÕES ANTERIORES  .  PUBLICIDADE  .  PRIMEIRA


Copyright (c) Jornal Tribuna de Macau, All rights reserved
Design and maintainence by Directel Macau Ltd