FLY ASIAN EXPRESS PREPARA VOOS DE LONGO CURSO
AirAsia duplica frota para explorar novos destinos

A AirAsia pretende duplicar a sua frota de A320 com o objectivo de responder à crescente procura e abrir novas rotas no sudeste asiático. Entretanto, a Fly Asian Express, transportadora controlada por Tony Fernandes recebeu “luz verde” para explorar voos de longo curso para a Europa

A transportadora malaia de baixo custo decidiu avançar para a aquisição de mais 100 aparelhos Airbus A320, avaliados em 6,7 mil milhões de dólares norte-americanos, devendo anunciar publicamente a encomenda nos próximos dias, noticiou ontem o “Wall Street Journal”, citando uma fonte conhecedora do processo.  

De acordo com a mesma fonte, a AirAsia deverá começar a receber os novos aparelhos em 2012, quando estiver concluída a encomenda anteriormente feita ao fabricante europeu, que também inclui 100 aviões.  

A AirAsia, que voa para Macau a partir de Kuala Lumpur e Banguecoque - neste caso, através da sua subsidiária tailandesa - possui actualmente uma frota de 50 aeronaves, sendo que 15 são A320 e 35 Boeing 737-300. A opção pela Airbus nas novas aquisições é justificada pela necessidade de reduzir os custos operacionais, algo que ficará facilitado com a utilização de um único modelo de avião. 

Em declarações à imprensa internacional, Raymond Yap, analista da CIMB Research, considerou que a expansão da AirAsia não influirá na opção prioritária pelas rotas regionais, uma vez que os voos de longo curso não se coadunam com o modelo de operações seguido pelas companhias “low-cost”.   

Diferente parece ser a perspectiva da Fly Asian Express (FAX), uma pequena companhia malaia que é controlada por Tony Fernandes, o CEO da AirAsia, e que acaba de receber autorização do governo de Kuala Lumpur para explorar rotas internacionais de longo curso.

Segundo um comunicado do Ministério dos Transportes da Malásia, ontem citado pela agência Associated Press, a FAX, cujas operações têm estado centradas nas ligações aéreas para zonas rurais malaias, tem “luz verde” para servir rotas na Ásia, Austrália e Europa, embora a localização exacta não tenha sido desvendada.

“Com o intuito de transformar a Malásia no mais avançado centro internacional de serviços aéreos de baixo custo, o Governo concedeu direitos de tráfego à FAX para operar voos económicos de longo curso para algumas rotas internacionais na Ásia, Austrália e Europa,” indica o comunicado, acrescentando que estão em causa destinos não oferecidos pela transportadora nacional Malaysia Airlines.

O capital da FAX é detido por Tony Fernandes (com 50 por cento), Kamarudin Meranum, executivo da AirAsia, com 30 por cento e Raja Azmi, antigo director financeiro da “low-cost” malaia, com 20 por cento.