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Foi bonita a festa, pá!

Acabaram ontem os Jogos da Lusofonia. Para o álbum de memórias da primeira edição, fica a festa feita pelos atletas, de forma espontânea, enquanto Germano Bibi Guilherme entoava o “Hino da Lusofonia”, durante a cerimónia de encerramento. Um sinal de que o movimento que foi concretizado durante a última semana em Macau tem pernas para andar: a união de povos de quatro continentes através da língua e do desporto.

No discurso final, o presidente da comissão organizadora, Manuel Silvério, fez questão de frisar que os Jogos se incluem na estratégia de Pequim de tornar a RAEM numa”plataforma de união” com a comunidade lusófona. Como outros já frisaram, os Jogos da Lusofonia foram a expressão pública de uma política que, até agora, se tinha ficado pelos encontros governamentais, económicos e comerciais.

Na ressaca da festa, o que fica? Por um lado, bastante prestígio para Macau. Aquilo que os atletas da RAEM não conseguiram em campo - o ouro - o território obteve-o em termos de elogios à organização e à qualidade das suas infra-estruturas. Por outro lado, foi dado um primeiro mas essencial passo no sentido de transformar os países e territórios de língua portuguesa numa verdadeira comunidade, face ao falhanço da CPLP.

E o futuro? É difícil prever. Como canta Chico Buarque, “Sei que há léguas a nos separar/Tanto mar, tanto mar/Sei também como é preciso, pá/navegar, navegar”.