A lusofonia desportiva e os media estiveram ontem em debate num programa que será transmitido pela TDM e RTP Internacional. Mário Coluna e Vinhais Guedes analisaram as perspectivas e experiências internacionais do desporto lusófono e o impacto destes 1os Jogos da Lusofonia na aproximação entre os povos luso-falantes
Mário
Coluna, presidente da Federação Moçambicana de Futebol,
e Vinhais Guedes, antigo responsável pelo desporto em Macau, foram ontem
os intervenientes num debate em que se falou da relação entre
o desporto, a imprensa e a lusofonia.
O dirigente moçambicano avançou que este primeiro encontro foi muito positivo, mas que a realização de outras edições “não será fácil nalguns países”. “Principalmente nos países africanos não há uma aposta política no desporto”, acrescentou José Rocha Dinis, moderador do debate.
No entanto, em Moçambique começa já a haver um empenho na formação. Apoiado pela FIFA, o antigo capitão benfiquista fundou a Academia Mário Esteves Coluna. Por enquanto está a funcionar só com o futebol, mas tem aspirações de alargar o leque de modalidades.
Por sua vez, Vinhais Guedes salientou que “o desporto funcionou aqui como ponto de aproximação e entendimento como nunca tinha sido até agora”. Cumpriu-se a função de “criar afinidades entre o mundo lusófono”, afirmou o mesmo responsável.
O apoio político foi outro dos assuntos abordados, porque, segundo o director do JTM, “se não houvesse vontade política nunca se poderiam ter realizado uns Jogos da Lusofonia”.
Quanto à cobertura mediática do evento, Vinhais Guedes mostrou algum desagrado com as transmissões portuguesas. “Penso que em Portugal podia ter-se feito algo com maior importância acerca da divulgação [nos meios de comunicação social]”, afirmou o dirigente.
Deste debate, que será posteriormente transmitido pela TDM e RTP Internacional, ficou a vontade comum de que os Jogos da Lusofonia “perdurem com o mesmo espírito e que isto seja a continuidade de uma maior ligação económica, social, cultural, política e desportiva”, frisou o moderador do debate.
