Macau não conseguiu atingir uma medalha em basquetebol. O esforço de Cabo Verde foi compensado com o terceiro lugar
Cabo Verde levou ontem para casa a medalha de bronze em basquetebol, com as selecções feminina e masculina a derrotarem Macau no Pavilhão de Tap Seac.
O jogo de atribuição do terceiro lugar foi, para a equipa masculina de Cabo Verde, um prémio pelo bom torneio que efectuaram. Rodrigo Mascarenhas, jogador cabo-verdiano, disse no final do encontro que “depois de não chegar à final”, o bronze sempre era “uma medalha” e por isso estava “satisfeito”. De acordo com o basquetebolista, os jovens da equipa “acusam ainda muita ansiedade” ao entrar em campo, em especial devido à “falta de experiência”.
O jogo terminou com o resultado de 89-45 favorável a Cabo Verde, que dominou sempre o encontro. O quarto tempo foi o mais pesado para Macau, que apenas marcou cinco pontos e permitiu 23 ao adversário.
Com a medalha assegurada, o treinador de Cabo Verde, Emanuel Trovoada, estava satisfeito com a vitória, afirmando que “um dos objectivos era entrar nas medalhas”.
Do lado de Macau, o seleccionador Zhao Zhong Zeng, admitiu que “nunca esperou ganhar o jogo” mas que “tentou quebrar o ritmo de Cabo Verde”. No entanto, Zhao Zeng estava satisfeito com a prestação de Macau nos Jogos da Lusofonia, “especialmente com a defesa”.
A equipa feminina de Macau entrou melhor no primeiro jogo do dia, chegando a estar em vantagem sobre Cabo Verde em grande parte do primeiro tempo. Foi o período mais equilibrado do encontro, acabando com 17-16 favorável às cabo-verdianas. A estratégia mais agressiva da equipa africana permitiu-lhes recuperar mais bolas, em ressaltos ofensivos e defensivos, ganhando uma vantagem preciosa no domínio da bola. O resultado final, 71-39, premeia o esforço da equipa de Cabo Verde.
A jogadora mais influente de Macau, Kit Man Ung, realçou que todas se “esforçaram a 110%” e que tiveram “um excelente jogo”. Sobre o primeiro tempo do encontro, disse que as cabo-verdianas “não entraram com o melhor cinco” e que o domínio de Macau se deveu à “energia que tinham” e que lhes permitia “competir de igual para igual”. Quando entraram em campo as melhores jogadoras de Cabo Verde, ficaram “mais nervosas” e começaram “a perder pontos”. Para o futuro, espera “continuar o nível competitivo” e ter “mais oportunidades de entrar em competições e melhorar o jogo de Macau”.
Marco António Moreira, seleccionador de Cabo Verde, estava satisfeito com a vitória e afirmou que só não foi possível chegar ao ouro porque as jogadoras “tiveram pouca convicção”. Comentando as falhas da equipa, afirmou que entram sempre “com ansiedade e pouca convicção” nos jogos em que precisam ganhar. O treinador Marco Moreira espera ainda que nos próximos jogos “apareçam mais equipas para cativar o público”.