Estrela no seu país, a velocista Susanthika Jayasinghe foi uma das medalhistas olímpicas que competiu nos primeiros Jogos da Lusofonia. Nos 100 e 200 metros, apenas conheceu um metal: ouro
Quando surgiu
ontem o nome Susanthika Jayasinghe nos “placards” electrónicos
do Estádio de Macau, poucos saberiam que estavam perante uma das maiores
estrelas do atletismo do Sri Lanka de sempre. Além de ter sido a primeira
mulher do país a ganhar uma medalha em Jogos Olímpicos, com o
seu bronze nos 200 metros, em Sydney, em 2000, terminou com um “jejum”
de 52 anos do Sri Lanka na maior competição desportiva do mundo.
Nas pistas do território, Susanthika Jayasinghe, campeã asiática em 2002, não teve oposição. Após ter ganho na véspera os 200 metros femininos, voltou ontem a repetir a proeza, agora no hectómetro, com o tempo de 11,42 segundos. “Pensei que podia obter uma boa marca, mas tinha mente muito relaxada, por falta de competição”, lamentou.
Impressionada com esta primeira edição dos Jogos, Susanthika Jayasinghe, que cresceu num ambiente pobre, a 60 quilómetros de Colombo, a capital do Sri Lanka, numa zona onde umas sapatilhas de competição custam mais do que o salário médio, elogiou ainda a organização de Macau. “Estou muito feliz - já estive em muitas competições e esta está bastante boa”.
E.G.