SAI VICENTE MOURA E ENTRA MANUEL SILVÉRIO
Mudanças na cúpula da ACOLOP

Demorou apenas 15 minutos a eleição dos novos corpos gerentes da Associação dos Comités Olímpicos de Língua Oficial Portuguesa. Encabeçando uma lista única e consensual, Manuel Silvério foi eleito o presidente para o triénio entre 2007 e 2009

Por aclamação. Foi desta forma que o primeiro vice-presidente do Comité Olímpico de Macau, Manuel Silvério, foi ontem eleito para o cargo de presidente da Associação dos Comités Olímpicos de Língua Oficial Portuguesa (ACOLOP). Silvério vai substituir no cargo Vicente Moura, que o propôs como sucessor. O mandato começa no início do próximo ano e termina a 31 de Dezembro de 2009.

“Sinto-me feliz e honrado”, disse Manuel Silvério aos jornalistas, pouco depois da eleição. Quanto aos objectivos do mandato, o também presidente da Comissão Organizadora dos Jogos da Lusofonia apontou como metas a implementação de mecanismos que diminuam as diferenças entre os comités olímpicos integrados na ACOLOP, dinamizando o intercâmbio entre si. Por outro lado, Manuel Silvério pretende pressionar o Comité Olímpico Internacional e a Associação dos Comités Olímpicos Africanos para tornar o português numa das suas línguas de trabalho.

Quanto à participação de comunidades lusófonas nas próximas edições dos Jogos da Lusofonia, também vão estar na agenda do futuro presidente. “Essas comunidades devem demonstrar o seu interesse, sempre através dos comités olímpicos nacionais dos locais onde estão a residir”, explicou. “Isso dependerá da sua dinâmica”.

Em termos de balanço antecipado, o ainda presidente da ACOLOP, Vicente Moura (entretanto eleito presidente honorário da organização), garantiu que deixa o cargo com o sentido de “dever cumprido”. Elogiando a organização dos Jogos da Lusofonia, “que ultrapassaram as expectativas”, o responsável demonstrou-se satisfeito com a “realização de um sonho” pessoal.

Para o também presidente do Comité Olímpico de Portugal, um dos principais desafios para o futuro é a integração de mais países nos Jogos. Para isso, considerou necessária a “definição de critérios” concretos. “Temos um caminho vastíssimo para trilhar. Temos que o fazer com segurança”, frisou.

E.G.