FUTSAL ARRANCOU COM DERROTA DE MACAU FRENTE A ANGOLA
Portugal “apadrinha” estreia de Timor-Leste com goleada

A selecção portuguesa de futsal aplicou ontem uma dura goleada sobre a congénere timorense, por 56-0. Antes, no jogo de abertura do torneio, Angola derrotou Macau, por 2-0, num encontro onde os jogadores da RAEM obrigaram o adversário a aplicar-se

EMANUEL GRAÇA

Foi com um longo abraço entre os jogadores e técnicos de ambas as equipas que terminou ontem o encontro entre Portugal e Timor-Leste, em futsal. Antes, em campo, a formação lusa tinha goleado o adversário por claros 56-0, naquela que foi a estreia internacional da equipa timorense.

“Perdemos, mas aprendemos uma boa lição”, explicou no final do encontro o treinador de Timor-Leste, Pedro Cavem. Realçando que esta foi a primeira experiência dos jogadores neste tipo de competições, o responsável explicou que as condições de preparação da equipa não foram as melhores. “Só podíamos treinar até às quatro da tarde - ao fim da dia já se torna complicado circular em Díli”. Em relação às sapatilhas, receberam-nas apenas há dois dias.

Quanto à história do jogo, pouco há a dizer. Portugal obteve uma média superior a um golo por minuto e Timor-Leste apenas defendeu. Excepção feita a dois livres de sete metros, já no final, mas que os jogadores timorenses não conseguiram converter em tentos, apesar do apoio do público.

“Mais importante do que a componente desportiva é a componente que norteia estes Jogos: solidariedade, respeito e intercâmbio”, frisou o técnico português, Orlando Duarte. Quanto à ampla vantagem, o treinador recordou que, no caso do futsal, não vai haver fase de “playoffs”. Por isso, os golos podem decidir as medalhas.

Quanto ao “capitão” André Lima, o melhor marcador do encontro, a par de Israel, ambos com dez golos, considerava memorável ter apadrinhado a estreia internacional de Timor-Leste. Quanto ao resultado, era lacónico: “Foi a primeira vez que me senti tão mal em ganhar um jogo”.

ANGOLA DERROTA MACAU. No jogo que inaugurou o torneio de futsal dos Jogos da Lusofonia, Macau surpreendeu Angola pelo empenho que colocou em campo. Os africanos, apesar de terem sempre controlado o encontro, tiveram bastante dificuldades em encontrar o caminho da baliza adversária. Do lado da RAEM, há a destacar a boa exibição do guarda-redes Lai Chan Hong.

O minuto 18 foi fatídico para a Macau. Foi nesse momento que Carvalho abriu o marcador, com um remate de fora da área, contando com a ajuda de um colega, que abriu as pernas e deixou passar a bola, surpreendendo o guardião adversário. Poucos segundos depois, o mesmo jogador bisaria, num contra-ataque rápido de Angola.

“Entrámos um pouco retraídos, mas, na segunda parte, tentámos ir para o ataque”, explicou o técnico da RAEM, António Machado. Apesar de tudo, o treinador reconheceu o maior poderio angolano, ao mesmo tempo que lamentou a inexistência de um campeonato local de futsal em Macau, para permitir que a modalidade “evolua mais”.

Da parte de Angola, o técnico António Leal frisou o empenho do adversário. “O resultado podia ter sido mais elevado, mas não o foi porque Macau lutou muito”. Quanto aos objectivos para este torneio, optou pelo pragmatismo: “Temos um jogo de cada vez e são todos para ganhar”.