ORGANIZAÇÃO DIZ QUE NORMAS INTERNACIONAIS ESTÃO A SER CUMPRIDAS
Manuel Silvério refuta críticas

As críticas de S. Tomé e Príncipe aos Jogos da Lusofonia foram ontem rebatidas pelo presidente da organização. Manuel Silvério aproveitou para manifestar a confiança num futuro de sucesso para a competição, com cada vez mais países

A Comissão Organizadora dos Jogos da Lusofonia (COJOL) refutou ontem as críticas feitas por responsáveis de S. Tomé e Príncipe, acusando Portugal de estar a ser favorecido. Sublinhando que os Jogos da Lusofonia não devem “ficar manchados” por este tipo de declarações, o presidente do COJOL, Manuel Silvério, considerou “irresponsáveis” as afirmações são-tomenses.

O responsável reconheceu que, na sua opinião pessoal, as equipas de futebol deveriam ter mais tempo para descansar - S. Tomé e Príncipe, por exemplo, teve apenas 22 horas de descanso entre as duas partidas. No entanto, Manuel Silvério garantiu que a comissão organizadora tem “como missão” preparar os eventos de acordo com os padrões internacionais e segundo as indicações das federações que supervisionam as competições.

Ainda assim, o presidente do COJOL considerou que os problemas que surgiram até ao momento na organização dos Jogos não irão afectar as futuras edições do evento. “Faço votos, espero que não e não acredito que estes problemas condicionem o futuro dos Jogos”, disse, reiterando a vontade da Associação dos Comités Olímpicos de Língua Oficial Portuguesa em ter mais comités olímpicos de países onde existam comunidades lusófonas a participar nos Jogos.

No entanto, e referindo-se concretamente ao pedido recente da Ilha das Flores, na Indonésia, da Galiza e do Gana para participarem nos Jogos, sublinhou que todo o processo de entrada como associados da ACOLOP tem que partir do respectivo Comité Olímpico Nacional e tem de ser discutido e aprovado na Assembleia-Geral. “O objectivo da família lusófona é fazer crescer os Jogos da Lusofonia e fazer crescer a aproximação” entre os povos participantes, podendo esta cooperação estender-se a várias áreas que não só o desporto e a cultura, frisou.

Com 580 dos 737 atletas inscritos já em Macau, Manuel Silvério manifestou ainda o desejo de que não surjam mais problemas com a competição, mas sublinhou que, se as dificuldades forem apresentadas com tempo, é possível encontrar soluções. Manuel Silvério considerou ainda que uma presença mais forte do Brasil iria “dar outra dimensão” aos Jogos, mas sublinhou que a RAEM, ao embarcar “nesta aventura” de organizar o evento, também criou maior visibilidade para o território e para o mundo lusófono.

Outras competições deixam Brasil sem futebol

A presença dos respectivos atletas em competições nacionais e internacionais foi a justificação ontem dada pelo chefe de missão brasileiro, Bernard Rajzman, para a ausência do país no futebol, voleibol e basquetebol dos Jogos da Lusofonia. “Lamentamos não poder estar presentes nessas modalidades”, desculpou-se. Mesmo assim, a delegação “canarinha” garantiu que a importância dado pelo Comité Olímpico Brasileiro a estes Jogos “é a maior possível”, equiparável aos Jogos Pan-Americanos ou mesmo Olímpicos. Quanto a prognósticos ao nível de medalhas, Bernard Rajzman frisou que o país tem “grandes esperanças”, mas não quis adiantar previsões.