ANUNCIOU ONTEM O PRESIDENTE DA COMISSÃO ORGANIZADORA
Guiné Equatorial e futebol do Brasilde fora dos Jogos da Lusofonia

A organização esperou, fez pressão, mas mesmo assim o Brasil decidiu não trazer uma equipa de futebol aos Jogos da Lusofonia. A somar-se a esta nega, está a desistência da Guiné Equatorial, que iria participar em duas modalidades, trazendo 23 atletas ao território

É oficial: a Guiné Equatorial não vai participar nos Jogos da Lusofonia e o Brasil não vai trazer uma equipa para o futebol. A garantia foi dada ontem pelo presidente da Comissão Organizadora (COJOL), Manuel Silvério.

“O Brasil não vem ao futebol - obtivemos já a confirmação definitiva”, disse Manuel Silvério, em declarações difundidas pela Rádio Macau. Quanto à Guiné Equatorial, membro associado da Associação de Comités Olímpicos de Língua Oficial Portuguesa (ACOLOP), o responsável confirmou igualmente a desistência. “A Guiné Equatorial já nos informou que a sua delegação desportiva não vai poder viajar até Macau”.

A Guiné Equatorial tinha garantido a presença no atletismo e no futebol, com um total de 23 atletas. A desistência obriga à reorganização do calendário desportivo, nomeadamente nesta última modalidade.

Questionado se as desistências significam um revês, Manuel Silvério foi lacónico. “O COJOL nunca pode controlar este tipo de situações”. E acrescentou: “Temos que compreender a situação da Guiné Equatorial - os problemas internos que tem tido e continua a ter”. Por isso, garantiu estar “tranquilo e satisfeito” com a competição, frisando que “diariamente o programa cultural é reforçado” e “que não foi preciso cancelar nenhuma modalidade”.

Esta manhã, decorre a primeira reunião dos chefes de missão dos países presentes nos Jogos. Para isso, o presidente da ACOLOP e ao mesmo tempo presidente do Comité Olímpico de Portugal, Vicente Moura, já se encontra em Macau.

A poucos dias do início das provas - o torneio de futebol começa na quarta-feira -, faltam apenas vender cerca de 500 ingressos para a Cerimónia de Abertura, marcada para 7 de Outubro, estando neste momento a lotação ocupada em mais de 90 por cento. Para os vários dias de competições, a venda de passes de acesso aos recintos já ultrapassou as 60 mil unidades.

CHEFE ENTREGA BANDEIRA. Ontem à tarde, na sede do Governo, o Chefe do Executivo recebeu a delegação desportiva de Macau que vai representar o território nos Jogos da Lusofonia. Edmund Ho entregou ao líder da equipa a bandeira da RAEM que irá desfilar na Cerimónia de Abertura e desejou sucesso aos atletas.

O Chefe do Executivo lembrou que o território, mais uma vez, tem uma “dupla qualidade”: como equipa participante e como entidade organizadora. Por isso, numa curta declaração dirigida à delegação, Edmund Ho pediu empenho e dedicação. Por outro lado, solicitou que os atletas “saibam receber bem” os participantes dos outros países e territórios.

Sublinhando que, ao organizar os Jogos, Macau está a actuar como “plataforma de ligação aos países de língua portuguesa” - neste caso ao nível desportivo -, o Chefe do Executivo recordou que a aproximação entre a China e os países de expressão portuguesa, através de Macau, é uma política do Governo Central. No entanto, frisou que este papel está ligado ao passado histórico da cidade, que foi governada por Portugal durante cerca de 450 anos.

No final, Edmund Ho lançou o desafio: “Vamos fazer os possíveis para realizar uma grande festa”.