Viva Macau escolheu empresa de Cantão para manutenção da frota
Depois da preferência para o fornecimento de
aviões ter recaído na Boeing, ontem a Viva Macau
anunciou a parceria com a Guangzhou Aircraft Maintenance Engineering, empresa
que ficará responsável pela manutenção da frota da
companhia. A Viva
Macau, companhia aérea internacional de baixo custo que
deverá começar a operar nos próximos meses, anunciou o
estabelecimento de uma parceria com a companhia Guangzhou Aircraft Maintenance
Engineering (GAMECO) para a revisão, manutenção e
reparação da sua frota de aviões. Nos termos desta parceria a companhia
GAMECO será responsável pela gestão técnica,
manutenção e reparação de toda a frota da
transportadora que no mês passado tinha anunciado a preferência
pela Boeing para o fornecimento dos aviões. Até ao momento, a
empresa já adquiriu dois aparelhos - um Boeing 767-300 e um Boeing
767-200ER, com autonomia para voarem 12 horas a partir de Macau - considerada a
espinha dorsal da frota de lançamento da Viva
Macau. De acordo com o director executivo da companhia aérea,
Andrew Pyne, a opção pela parceria com a GAMECO recaiu na
garantia à Viva Macau, bem como aos passageiros, de elevados
padrões nas práticas de segurança, alta qualidade nos serviços
prestados e grande eficiência. O mesmo responsável
acrescentou ainda que a selecção e contratação da
empresa de engenharia de manutenção é sempre uma
decisão crítica para qualquer companhia aérea. Já o director comercial da
GAMECO, Joey Lo, sublinhou que a empresa está muito satisfeita
por ter a oportunidade de trabalhar com a Viva Macau, participando no futuro e
no sucesso da companhia aérea. A GAMECO, sediada no Aeroporto de
Cantão, é uma joint-venture entre a Companhia China Southern
Airlines e a Hutchison Whampoa, que fornece serviços de engenharia de
manutenção de aviões a mais de 25 companhias aéreas
internacionais da região asiática.
Conselho para os Bairros Antigos sugere que Governo custeie Registo Predial
O Conselho Consultivo para o Reordenamento dos Bairros
Antigos sugeriu que o Governo cobrisse o pagamento do Registo Predial que os
residentes terão que efectuar no processo de reordenamento das zonas
antigas. Segundo os procedimentos que estão a ser analisados, somente
depois de o Executivo receber a aprovação de uma determinada
percentagem de moradores de um edifício é que poderá
avançar para a abertura do concurso público, sendo que a empresa
que ficará encarregue da empreitada terá que chegar a acordo com
os residentes, não podendo, contudo, pagar por cada
fracção menos que um valor prévio estabelecido pela
Administração. Porém, visto que neste processo os
moradores têm que pagar o Registo Predial, para que todos os
procedimentos estejam dentro dos regulamento legais, os membros do Conselho
Consultivo para o Reordenamento dos Bairros Antigos de Macau, ontem reunidos,
foram da opinião de que o Governo deveria custear a referida taxa, de
modo a atenuar o impacto na vida dos cidadãos.
Alfândega apreende cães de espécie protegida
Os Serviços de Alfândega apreenderam no
sábado dois mastins do Tibete, uma espécie canina protegida na
China. Os animais foram detectados numa embarcação no Porto
Interior, quando estavam prestes a ser traficados para o continente, sendo que
um deles apresentava uma lesão numa pata. Apesar de ser legal a
comercialização destes cães, classificados com o segundo
grau de protecção na China, são necessárias
licenças especiais para o efeito. Se os animais foram legalmente
importados de Taiwan para Macau, já quando foram detectados, não
possuíam qualquer tipo de documento de exportação. Neste
momento, os cães estão à guarda do IACM, no Canil
Municipal de Macau, embora devam ser transferidos para Coloane, cujas
instalações são melhores. É a primeira vez que
são confiscados animais deste tipo em Macau - na China, podem valer mais
de dez mil renminbis cada.
Forum Luso-Asiático critica distracção de Portugal
O Forum Luso-Asiático pediu a Portugal para clarificar o que espera da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e dos seus parceiros, tendo em conta os objectivos anunciados na defesa do programa do Governo. Em comunicado alusivo ao décimo aniversário da criação da CPLP, o Forum Luso-Asiático lembra que devido às anunciadas vantagens da ligação preferencial aos países da comunidade, o Governo português abandonou a vertente do relacionamento com a República Popular da China, logo que resolvida diplomaticamente a questão de Macau, o que se reflecte numa balança comercial crescentemente negativa e desvantajosa para Portugal. Nesse sentido, Arnaldo Gonçalves refere textualmente que Portugal distraiu-se, já que outros dentro da CPLP aproveitaram esta oportunidade para reforçarem o seu relacionamento com a China.