Apoio à selecção rendeu 18 milhões ao BES

O patrocínio do Banco Espírito Santo à selecção portuguesa de futebol gerou um retorno de 17,95 milhões de euros entre Maio e Junho deste ano, segundo dados da instituição financeira

Este valor corresponde a seis vezes o montante que o banco liderado por Ricardo Salgado investiu na equipa portuguesa nos primeiros seis meses deste ano, que ascendeu a 3,05 milhões de euros, a valores de tabela compilados pela Mediaedge.

De acordo com a Memorandum, o BES foi mesmo a marca que mais lucrou com o apoio à selecção, no período em que teve início o Campeonato Mundial da Alemanha. Em segundo lugar surge a TMN (16,5 milhões), seguido da cerveja Sagres (15,2 milhões), a Coca-Cola (12,6 milhões), a Galp Energia (12,4 milhões) e a Portugal Telecom (8,4 milhões).

A rendibilidade proporcionada por este patrocínio levou o BES a renovar o seu apoio à Federação Portuguesa de Futebol até ao final de 2010. O grupo, que começou a apoiar a selecção em 2002, vai investir 900 mil euros por ano, num total de 4,5 milhões de euros até terminar o contrato.

O patrocínio deixa de fora os direitos de imagem do treinador da selecção, Luiz Felipe Scolari, que, ao que o DN apurou, não foram atribuídos a qualquer instituição. Recorde-se que o Banco Português de Negócios, detentor destes direitos até ao final do mês, já anunciou que pretende renovar o acordo.

Em negociação está também o prolongamento do patrocínio que o BES atribuiu nos últimos anos a Cristiano Ronaldo.

“É uma questão de valores”, justificou fonte oficial do BES, sem querer revelar os montantes que estão em cima da mesa. O interesse do banco na renovação deste contrato não será alheio ao facto de o n.º17 da selecção portuguesa poder ir jogar para Espanha, um mercado onde o grupo de Ricardo Salgado está presente.