CHINA
Economia cresce acima das previsões do governo

A economia chinesa cresceu 11,3 por cento no segundo trimestre de 2006, em comparação com o mesmo período de 2005, revelaram ontem números do governo, que definira para este ano um tecto máximo de crescimento de oito por cento

A mesma fonte atribuiu o crescimento chinês ao aumento das exportações, que foi de 25,2 por cento para os 340,6 mil milhões de euros no primeiro semestre do ano, contra o mesmo período de 2005, embora a taxa de crescimento tenha registado um quebra de 7,3 pontos percentuais.

“Acreditamos que a China pode suster este crescimento rápido e estável, mas devem ser impostos limites ao investimento em construção civil e ao rápido aumento do crédito para prevenir tendências inflacionárias”, disse Zheng Jingping, porta-voz do Departamento de Estatística, que adiantou que a inflação foi apenas de 1,3 por cento no primeiro semestre do ano.

“Pensamos que a taxa de crescimento económico é razoável”, acrescentou o porta-voz, na conferência de imprensa de apresentação dos dados económicos.

O governo chinês definiu como objectivo para 2006 controlar o crescimento do país nos oito por cento, para evitar investimentos excessivos por parte dos governos das províncias, inflação, sobreprodução em diversos sectores industriais e aumento dos preços das casas.

As importações chinesas aumentaram 21,3 por cento no primeiro semestre em comparação com os primeiros seis meses de 2005, para os 291,75 mil milhões de euros com uma taxa de crescimento de 7,3 pontos percentuais, referiu Zheng.

Zheng considerou ainda que “há um excessivo investimento em activos e há demasiada oferta de crédito o que, no longo prazo, causará inflação”.

Na passada quarta-feira, um estudo da Comissão Nacional de Reforma e Desenvolvimento (CNRD), o Ministério chinês que tem a cargo a planificação económica do país, apontou para um crescimento económico de 10,4 por cento na primeira metade de 2006 e 10,2 por cento no total do ano.

“O governo central deverá seguir uma política monetária rigorosa para e vitar o investimento excessivo por parte dos governos locais, crescimento rápido dos empréstimos bancários, sobreprodução nas indústrias do aço, cimento e alumínio, bem como as subidas repentinas nos preços das casas,” aconselhou o estudo da CNRD.

INVESTIMENTO EXTERNO CRESCE EM ZHUHAI. O Investimento Directo Estrangeiro (IDE) na Zona Económica Especial de Zhuhai (ZEEZ) atingiu os 426 milhões de dólares durante os primeiros seis meses de 2006, o que representa um aumento de 8,93 por cento em relação a igual período de 2005. De acordo com o jornal Zhuhai Daily o IDE na ZEEZ, em 2006 deverá atingir os 786 milhões de dólares.

O vice-presidente da câmara municipal de Zhuhai, Chen Honghui disse que Hong Kong foi o principal investidor estrangeiro representando mais de metade de todo o IDE. No final de 2005 mais de 3.600 empresas de Hong Kong estavam estabelecidas na ZEEZ. Os impostos pagos pelas empresas estrangeiras estabelecidas na ZEEZ representam 70 por cento das taxas colectadas pelo município chinês.

O Produto Interno Bruto da ZEE de Zhuhai cresceu 1,2 por cento no mesmo período de 2006 em relação a igual período de 2005, escreve igualmente o jornal que adianta ainda que o PIB de Zhuhai no mesmo período atingiu os 34,36 mil milhões de yuan o mais alto valor registado na ZEEZ desde 1995.

As exportações de Zhuhai, nos primeiros seis meses de 2006, atingiram os 6,6 mil milhões de yuan o que representa um aumento de 42,1 por cento em relação a igual período do ano anterior.