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O “FENÓMENO MACAU” VAI SER VISTO À LUPA. O Conselho de Governo decidiu criar uma comissão que reúna todas as informações sobre o “ fenómeno Macau”, de forma a esclarecer qual a situação exacta deste trabalho. Recorde-se que o “fenómeno Macau” foi encomendado pela Administração Almeida e Costa ao consórcio Tomáz Taveira/Partex, formado para realizar um trabalho cujo objectivo final seria o de solicitar à UNESCO a classificação de Macau como monumento mundial. O contrato previa o pagamento de nove milhões e meio de patacas em quatro prestações semestrais, sendo nessas alturas entregues as diversas fases do trabalho. Segundo foi dito pelo porta-voz do Conselho, os documentos entregues estariam porém dispersos por diversos serviços, enquanto que as verbas envolvidas ultrapassariam os 11 milhões. Esperemos que este assunto seja inquirido com um mínimo de profundidade e que se extraiam depois as devidas consequências.

ACORDO CEE-MACAU PARA OS TÊXTEIS. Carlo Monjardino deverá assinar hoje em Bruxelas o novo acordo têxtil entre Macau e a CEE, decidido no âmbito do tratado multi-fibras e que foi negociado por uma delegação chefiada pelo sub-director dos Serviços de Economia, Marques dos Santos, que se mostrou modestamente satisfeito, com os seus termos:” é um acordo que satisfaz minimamente os interesses de Macau, mas não é suficiente”, disse à ANOP. Marques dos Santos afirmaria no entanto, que no que respeita ao sistema harmonizado, relativamente à classificação dos têxteis, o acordo resulta “em benefício de Macau”.

In “Jornal de Macau” e “Tribuna de Macau”  19.7.1986