A República da Mongólia está a
comemorar 800 anos da eleição de Genghis Khan, não como um
acontecimento histórico, mas como uma “plataforma” de
lançamento para o futuro. Dá a ideia que os actuais dirigentes
apostam no nome daquele que foi um dos grandes “conquistadores” do
mundo, a “conduzi-los” no caminho do progresso. Sem o terror que
inspirou no século 12, mas através da promoção
turística, do comércio internacional das suas matérias
primas e da atracção de investimentos

Se Genghis Khan ou as suas tropas estiveram ou não,
na zona onde se situa Macau, isso não se sabe. Os historiadores
não têm hoje quaisquer dúvidas que o sul da China
também fez parte do império mongol. E que Genghis Khan foi um sete
dos “Grandes conquistadores mundiais”, que inclui ainda
Átila, Alexandre, César Augusto, Carlos Magno, Guilherme I e
Napoleão Bonaparte


O príncipe Andrews, Duque de York e ex-marido de
Sarah Ferguson está também em Ulanbator para acompanhar as
comemorações festivas, tendo estado presente, conjuntamente com
outras personalidades estrangeiras, no início do festival Naadam.

A realidade começa a transparecer nos dados
estatísticos. Nos últimos dois anos, a abertura ao exterior
patrocinada pelo Partido Democrático, acelerada nos últimos meses
pelo “reconstruído” ex-partido comunista já teve
consequências no quotidiano da população mongol, ainda que
36,1 por cento se encontre abaixo do limiar da pobreza

O Estádio Central de Ulanbator foi ontem o ponto
central das comemorações do “Naddam Festival”, este
ano transformado num momento de unidade nacional mongol e da
promoção internacional da figura de Genghis Khan

No primeiro dia de feriado nacional, a
população da capital mongol deixou Genghis Khan no alto da
montanha e foi gozar das belezas cénicas e as atracções
turísticas do campo. Onde os estrangeiros pagam bastante mais, talvez
por usarem o ar puro da Mongólia...

As autoridades bancárias da Mongólia
estão a reforçar o controlo das actividades comerciais com
Pyongyang, após o Departamento do Tesouro norte-americano ter sugerido
que bancos comerciais locais estavam a substituir o papel anteriormente
desempenhado pelo Delta-Ásia de Macau

No regresso ao trabalho após os dias de festa, a
população da Mongólia começa a fazer o
balanço, e as autoridades ouvem críticas sobre a falta de
organização

Se não houver mais nenhum atraso, em Setembro toma
posse o consul honorário de Portugal na Mongólia, o primeiro
representante português no país de Genghis Kahn. Enkh Amglan foi
bem escolhido. É vice-presidente do maior grupo empresarial da
Mongólia, está orgulhoso de ter sido escolhido e confiante que
consegue desenvolver as relações comerciais entre os dois
países

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