BPI prepara estratégia de apoio ao comércio
RPC-lusofonia
“Começámos
com uma reunião com responsáveis do BPI, que tiveram a oportunidade
de expor a presença desse banco em Portugal, em África, Angola
e também em Macau e como sabemos o BPI tem um banco ‘off-shore’
em Macau, e ainda uma perspectiva de interacção negócio-banca,
muito forte e creio que foi extremamente útil o intercâmbio de
ideias com os empresários locais e de Macau”, adiantou ao
JTM, Leonel Alves, advogado e empresário da RAEM. Durante a reunião
e o almoço, Leonel Alves revelou ainda ter havido uma troca de impressões,
e “creio que esta troca poderá redundar em algo de positivo no
sentido de fazerem em curto prazo uma reunião, provavelmente em Macau,
para implementar estas ideias”. “O mais importante é o aspecto
empresarial da troca de mercadorias entre a China, a UE, e Portugal como
plataforma de contacto com os PLP”, sustentando que é nesse sentido
que Macau poderá desenvolver o seu papel e onde “os agentes activos
portugueses poderão estar em sintonia para com este projecto”,
disse. Para concluir, o empresário local, afirmou que há um grande
interesse por parte dos empresários da China Continental e de Macau,
principalmente em “compreender e conhecer as potencialidade de Portugal
e os PLP, que é inegável”. A transmissão de informações
que se prendem às oportunidades empresariais são igualmente importantes,
e Leonel Alves acredita que os empresários de Macau têm a possibilidade
de transmitir essas noções para os demais empresários de
Hong Kong e do interior da China.
Restaurantes chineses em Portugal em graves dificuldades
O
negócio dos restaurantes chineses em Portugal vive um período
de “calamidade” após a “Operação Oriente”,
uma fiscalização a restaurantes chineses que resultou no encerramento
de 14 estabelecimentos, noticiou ontem o “Diário do Povo”.
“O volume de negócios dos restaurantes chineses é 40 ou
50 por cento menor do que antes da ‘Operação Oriente’
e o pior é que existem restaurantes a fechar por falta de clientes”,
diz a edição internacional do jornal do PCC. “Os compatriotas
que gerem os restaurantes dizem que se abateu uma calamidade sobre os seus negócios”,
adianta o jornal, numa notícia sobre o efeito nos restaurantes chineses
de Vila Nova de Gaia da “Operação Oriente”, uma acção
de fiscalização a restaurantes chineses em Portugal feita a 30
de Março pela Autoridade de Segurança Alimentar e Económica
(ASAE). A taxa de incumprimento dos restaurantes chineses em Portugal “bateu
recordes”, segundo a ASAE, que concluiu que 89 por cento dos restaurantes
inspeccionados não cumpriam as regras, contra uma média de 28
a 38 por cento noutro tipo de estabelecimentos de restauração.
A ASAE, que detectou falhas como falta de rótulos em português,
falta de condições de higiene, alimentos fora do prazo e estragados,
apreendeu duas toneladas e meia de produtos e instaurou 113 contra-ordenações
e três processos-crime contra os proprietários dos restaurantes
chineses. O “Diário do Povo” cita o proprietário de
um restaurante aberto há 16 anos em Vila Nova de Gaia, que diz que a
“Operação Oriente” teve um “efeito negativo
enorme e reduziu o volume de negócios em cerca de 60 por cento”.
“Existem oito restaurantes chineses em Vila Nova de Gaia e três
foram obrigados a fechar por falta de clientes e falta de capital para pagar
ordenados e impostos”, refere o jornal. A embaixada chinesa em Portugal
contestou a operação junto da ASAE e a comunidade chinesa e a
Comissão para a Igualdade Contra a Discriminação Racial
acusaram a autoridade de potenciar a xenofobia e a estigmatização
dos chineses.
Chuvas no sul da China já provocaram 170
mortos
As
tempestades que se abateram sobre o sul da China provocaram já 170 mortos
e obrigaram 1,6 milhões de pessoas a abandonar a região, noticiou
ontem o “China Daily.” As chuvas torrenciais que começaram
no fim de Maio provocaram cheias e aluimentos de terras nas províncias
costeiras de Fujian e Guangdong e de Hunan e Sichuan, no interior. Embora as
chuvas de Verão sejam comuns entre Junho e Agosto, este ano tiveram início
mais cedo e causaram as piores cheias dos últimos 30 anos As inundações
causaram perdas económicas de 15 mil milhões de reminbi, refere
ainda o jornal.
Importação de combustíveis
cresce mais de 50 por cento
O
valor total da importação de combustíveis líquidos
e gasosos no primeiro quadrimestre de 2006 aumentou 52,8 por cento na RAEM em
relação ao período homólogo do ano anterior. Segundo
dados revelados ontem pela Autoridade Monetária de Macau, as importações
desses combustíveis atingiram 777 milhões de patacas. Entretanto,
no mesmo período, o consumo de petróleo refinado e diesel cresceu
10,9 por cento.