Angola despediu-se com um empate

Angola e Irão empataram a uma bola, resultado que acabou com as aspirações angolanas de passar aos oitavos-de-final

Necessitado de vencer, o seleccionador angolano, Oliveira Gonçalves, apostou na equipa habitual, com Akwá na frente, como homem mais adiantado, enquanto o Irão, já eliminado, pretendia sair da competição com uma vitória, viu Ali Daei regressar ao “onze”, depois de falhar o jogo com Portugal devido a lesão, e foi a equipa que mais tentou pegar no jogo de início.

Angola teve o primeiro lance de perigo, com Mateus a ganhar as costas à defesa iraniana, mas o remate saiu demasiado por cima, aos 11 minutos, mas na resposta, aos 14, Ferydoon Zandi conseguiu passar pela defensiva angolana e ficar só ante João Ricardo, que evitou o golo.

Aos 19 minutos, Angola teve a primeira contrariedade, com a lesão de Mateus, que torceu o braço num lance disputado com um adversário e foi substituído por Love (23 minutos), e no minuto seguinte (20) Loco viu um cartão amarelo que o impediria de jogar o próximo encontro, caso a selecção africana chegasse aos “oitavos”.

As coisas não corriam bem aos angolanos, que, aos 22 minutos, viram Ali Daei desperdiçar uma oportunidade de ouro cabeceando por cima quando estava sozinho e, aos 26, Rezaei quase marcar de cabeça, na sequência de um canto, mas o golo iraniano foi evitado sobre a linha por Mendonça.

Aos 40 minutos, foi de novo João Ricardo a estar em destaque, ao tirar a bola de punhos quando vários jogadores iranianos surgiam em boa posição e ao defender o posterior remate forte de Teymourian de fora da área.

No segundo minuto dos cinco de compensação que o árbitro australiano Mak Shield deu na primeira parte, Love esteve perto de marcar para Angola, num remate forte de fora da área, ao qual o guarda- redes Ebrahim Mirzapour se opôs com boa defesa.

Angola regressou dos balneários a pressionar mais e, no segundo minuto do segundo tempo, Mendonça rematou rasteiro ao lado de fora da área, a única forma como a formação africana conseguia chegar à baliza de Mirzapour.

Aos 58 minutos, Madhavikia rematou forte de fora da área, a bola descreveu um efeito estranho e João Ricardo foi obrigado a afastar com os punhos para a frente, valendo a Angola a intervenção de Mendonça a cortar para fora, perante a ameaça de um avançado persa.

Apenas dois minutos depois, Angola chegou à vantagem, numa boa jogada de contra-ataque conduzida na direita por Zé Kalanga, eleito o “homem do jogo”, que cruzou milimetricamente para Flávio cabecear fora do alcance de Mirzapour, inaugurando o marcador e fazendo o primeiro golo dos “Palancas Negras” no Alemanha2006.

A formação de Oliveira Gonçalves precisava de mais dois golos (Portugal vencia por 2-1) e Mendonça quase fazia o 2-0, aos 63 minutos, mas o remate em jeito do angolano saiu ao lado do poste esquerdo da baliza iraniana.

A esperança angolana terminou aos 75 minutos, quando Sohrab Bakhtiarizadeh cabeceou para o 1-1, depois de saltar mais alto que os centrais africanos, após canto marcado na direita.

Depois do golo, Angola (que precisava de três golos) desceu no terreno e, aos 84 minutos, João Ricardo teve de se aplicar de novo, para afastar o remate de Rasoul Khatibi para canto, e quatro minutos depois valeu a má pontaria de Ferydoon Zandi a cabecear muito por cima.

Mendonça ainda dispôs de um livre directo, aos 91 minutos, mas o remate do angolano saiu à figura de Mirzapour e o jogo chegou ao final empatado, terminando com o sonho de Angola, que juntamente com o Irão terminou a sua participação no torneio.