(...) Qualquer decisão de investimento na China deverá ser cuidadosamente preparada - só com informação, planeamento e aconselhamento apropriado será possível ter êxito. É importante definir objectivos e estratégias para os atingir. E objectivos realistas - por vezes mais vale começar com pouco e ir expandindo as operações à medida que se vai tendo conhecimento e penetração no mercado, do que começar com objectivos demasiadamente ambiciosos.
Haverá também que decidir se se vai só, constituindo uma empresa cujo capital seja totalmente detido pelo investidor estrangeiro, ou se se contará com um parceiro local, através de uma «joint-venture». O primeiro modelo tem a inegável vantagem de não se depender de mais ninguém; o segundo o de se poder contar com um parceiro que conhece o mercado.
Em determinadas operações poderá também haver interesse em fazer o investimento através de Macau. Os laços entre Portugal e aquela região da China e a proximidade cultural poderão criar um clima mais favorável ao investimento.
A China deve ser vista e entendida, mais do que uma ameaça, como uma oportunidade e as empresas portuguesas não devem encolher os ombros perante as enormes oportunidades que o mercado chinês apresenta. O comboio está a passar e não vai passar segunda vez.
João Paulo Teixeira de Matos in Expresso