INGLATERRA, 1-EQUADOR,0
David Beckham volta a salvar Eriksson

Um livre superiormente cobrado por David Beckham deu ontem à Inglaterra uma sofrida vitória sobre o Equador, por 1-0, e a qualificação para os quartos-de-final

A Inglaterra tornou-se a terceira selecção a qualificar-se para a próxima fase, onde poderá encontrar Portugal, no que será uma reedição do jogo dos quartos-de-final do Euro2004, caso a turma das “quinas” elimine hoje a Holanda, em Nuremberga.

A selecção britânica repete a presença nos quartos-de-final de um Mundial, depois de em 2002 (Coreia do Sul/Japão) ter sido travada pelo Brasil (1-2), na caminhada do “escrete” para o “penta”.

O Equador despede-se com a sensação do dever cumprido, depois de ter feito história, ao qualificar-se pela primeira vez para os oitavos-de-final logo na segunda presença consecutiva em fases finais de Campeonatos do Mundo.

O único tento do jogo foi apontado, aos 60 minutos, por David Beckham, na cobrança de um livre directo, descaído sobre a esquerda, com o guarda-redes Mora ainda a tocar na bola antes de esta entrar junto ao poste direito da baliza do Equador.

Sem poder contar com Michael Owen, lesionado no empate frente Suécia (2-2) no terceiro jogo do Grupo B, o seleccionador Sven-Goran Eriksson deixou no banco o avançado Peter Crouch e apostou em Wayne Rooney e Joe Cole para a frente atacante.

Os ingleses iniciaram o encontro sem o fulgor já exibido no Mundial e foi o Equador quem criou a primeira ocasião de perigo, logo aos 11 minutos por Carlos Tenório, na sequência de um falhanço de John Terry, eleito o “homem do jogo”.

Tenório ganhou posição, correu sem oposição para a baliza inglesa e desferiu um remate que foi providencialmente desviado pela perna de Ashley Cole, antes de embater com estrondo na barra da baliza à guarda de Robbinson.

Nos primeiros 45 minutos, registo ainda para um remate de Frank Lampard, desferido a uns bons 25 metros da defesa equatoriana e parado por Mora com uma intervenção difícil.

O segundo tempo agudizou a crise de ideias da selecção inglesa, à qual apenas valeu a inspiração do seu capitão para, de bola parada, fazer o golo que proporcionou a qualificação.

O Equador ainda esboçou uma ténue reacção e, aos 66 minutos, Luis António Valência, a passe de Agustin Delgado, obrigou Robbinson a uma boa defesa. Era pouco, e no ar ficava a sensação de que o Equador não tinha soluções para fazer perigar a sobrevivência em prova da selecção inglesa.

Rooney ainda voltou a importunar o último reduto do Equador, aos 73 minutos, rematando sobre a barra, depois de um bom lance individual de Lampard, mas o resultado estava feito e a Inglaterra juntava-se à Alemanha e à Argentina, outras duas ex-campeãs do Mundo, no quadro dos oitos melhores do torneio.