ALEMANHA,2-SUÉCIA,0
20 minutos de “ouro” para a “Mannschaft”

Com 20 minutos de velocidade impressionante e precisão de passes, a selecção alemã venceu uma Suécia que depois desse período jogou de igual para igual e poderia ter reduzido se Larson não falhasse um penalty. O que poderia ter acontecido depois, só Deus saberá...

A entrada dos comandados de Klinsmann excedeu as expectativas da maioria dos adeptos alemães que, um mês antes do início da prova, tinham dúvidas sobre se a selecção seria capaz de passar à segunda fase, mas ainda mais surpreendeu a equipa sueca, que pareceram atordoados pela velocidade dos jogadores contrários, pelo público delirante, e pelos 32 graus que se registavam no momento do pontapé de saída.

Aos quatro minutos já perdia por força de uma recarga de Podolski, depois de Ballack ter deixado Klose na cara de Isaksson, mas todos os primeiros vinte minutos da Alemanha foram demolidores: o eixo Frings-Ballack acertava nas recuperações e criava linhas de passe para os companheiros, sempre com tremenda lucidez. Depois, vinham os remates de longe, que muito cedo transformaram Isaksson numa das figuras da partida.

Aos 12 minutos, o segundo golo de Podolski, após trabalho fantástico de Klose, já não surpreendeu ninguém: a diferença entre as equipas era arrepiante e a goleada desenhava-se. Porém, depois de nova defesa de Isaksson a tiraço de Ballack, a equipa de Lagerback pareceu acordar.

Larsson e Ljugberg procuravam compensar a falta de dinâmica do meio-campo, completamente ultrapassado pelo quarteto alemão e aos poucos a Alemanha teve de levantar o pé.

Mesmo assim, aos 35 minutos os suecos tiveram novo revés. Depois de uma falta não sancionada sobre Ljungberg, a Alemanha embalou para o contra-ataque e Lucic travou Klose com o braço, vendo o segundo amarelo. Se a vitória alemã já tinha ficado desenhada, agora anunciava-se em passadeira vermelha e mesmo quando Lehmann teve de aplicar-se para desviar um remate à meia-volta de Ibrahimovic, não havia dúvidas de que o relógio estava em contagem decrescente para homologar o apuramento alemão.

O intervalo trouxe, como era natural, um abrandamento na fome de golo da «Mannschaft». Com a perspectiva de uns exaltantes quartos-de-final frente à Argentina, um homem a mais no relvado e o domínio absoluto de todos os parâmetros de jogo, era pedir de mais que os homens de Klinsmann prosseguissem o festival com a mesma intensidade.

Porém a equipa sueca criou algumas oportunidades de golo e aos 51 minutos, Larsson teve a grande oportunidade para reduzir a diferença e alterar a história do jogo. No Mundial em que se despede dos grandes palcos internacionais, o ex-avanbçado do Barcelona atikropu para as nuvens e tudo ficou irremediavelmente perdido para os nórdicos.

Nos últimos minutos Klinsmann procurou gerir as suas estrelas, fazendo descansar Frings e Schweinsteiger e retirando Podolski para a justa ovação de pé, mas a Alemanha contiinuou a criar as melhores oportunidades.

O guardião Isaksson multiplicou proezas, mantendo o marcador num desnível honroso para uma Suécia que via o domínio adversário confirmado pelas estatísticas: 26 remates alemães contra cinco, 11 defesas de Isaksson contra apenas duas de Lehmann, mais 14 minutos de posse de bola para a Alemanha. E, como pano de fundo de todo este massacre, uma equipa que empolga, cresce de dia para dia e se prepara para daqui a cinco dias enfrentar o maior desafio da sua carreira. «Berlim! Berlim! Vamos a Berlim» cantavam os adeptos alemães no final, refrindo-se não ao jogo contra a Argentina, mas à final a jogar no dia 10 de Julho.