A Argentina sofreu muito para confirmar o seu favoritismo ante o México nos oitavos-de-final do Mundial de futebol Alemanha2006, apenas resolvendo o jogo de Leipzig no prolongamento, com um grande golo de Maxi Rodriguez
Com
1-1 no final do tempo regulamentar e muito equilíbrio na posse de bola,
a Argentina conseguiu desequilibrar a seu favor com um golaço
do médio do Atlético de Madrid, que encaminhou a sua selecção
para o primeiro grande choque deste Mundial, com a Alemanha nos
quartos-de-final.
Para o México, segundo classificado no Grupo D, após perder por 2-1 com Portugal, é a quarta vez consecutiva que a sua carreira termina nos oitavos-de-final, saindo de cena de forma extremamente digna, tendo mesmo aberto o marcador aos seis minutos, por Rafael Marquez.
Começava bem o México e assim continuou até final, não cedendo o comando do jogo ao adversário, galvanizado por um marcador que permitia alimentar a esperança da qualificação.
Nem mesmo o azar do golo do empate, aos 10 minutos, retirou o moral dos mexicanos, por um momento estupefactos por verem o seu goleador Jared Borgetti marcar... mas na própria baliza.
Os restantes 80 minutos do tempo regulamentar foram de facto repartidos, com as equipas a encararem os minutos finais cada vez com mais cautelas, à espera do prolongamento.
A Argentina encarou os 30 minutos suplementares com mais sentido atacante e numa das suas incursões, corria o minuto 98, sucedeu o fabuloso golo que valeu a qualificação:
Maxi Rodriguez amorteceu com o peito uma bola alta, a centro de Sorin, muito descaído para a direita da área contrária, e de primeira rematou cruzado e em arco, sem deixar cair a bola no chão.
Campeão do Mundo de juniores em 2001, agora com 25 anos, o médio dos colchoneros confirma-se como um dos indiscutíveis da selecção alvi-celeste, levando já três golos nesta fase final do Mundial.
Em plano menos bom, estiveram Riquelme e, sobretudo, Mascherano e Cambiasso, com muitos problemas na contenção do jogo azteca.
Na baliza, Roberto Abbondanzieri deu segurança e salvou mesmo uma grande ocasião para o México, aos 53 minutos, no que seria a redenção de Borgetti.
A Argentina também tentou que o jogo não fosse para prolongamento, pouco depois, e Maxi Rodriguez e Saviola, respectivamente aos 54 e 58 minutos, remataram com grande intenção, mas Sanchez negou o golo.
Era notório então que as duas equipas se temiam e que o jogo ia ser decidido por um golpe de sorte... ou um golpe de génio, como foi o remate de Maxi Rodriguez.
