Um indivíduo proveniente da China Continental exigia asilo político às autoridades de Portugal. Quando este lhe foi negado, perdeu o controlo e, durante uma hora, causou vários distúrbios no interior das instalações do consulado luso
Um
cidadão proveniente da China Continental foi ontem detido, após
causar vários distúrbios no Consulado Geral de Portugal em Macau.
O indivíduo, de 23 anos, exigia asilo político às autoridades
portuguesas, mas quando este lhe foi negado, destruiu algum material de escritório
antes de ser preso pelas autoridades.
O caso começou ainda na quinta-feira, quando o detido se dirigiu às instalações do consulado português. Aí, exigiu encontrar-se com o cônsul geral, o embaixador Pedro Moitinho de Almeida, que se encontra em Portugal, a acompanhar a visita do Chefe de Executivo, Edmund Ho.
Ontem, o cidadão chinês regressou às instalações do consulado: às 9 horas, já se encontrava em frente ao portão principal da representação diplomática de Portugal em Macau. Passado um hora e meia, o indivíduo entrou nas instalações, exigindo asilo político, alegadamente por perseguição de autoridades corruptas na China Continental.
Após os funcionários lhe terem explicado que não era possível oferecer-lhe protecção consular, por não se encontrar em condições para o requerer, o estado emocional do sujeito alterou-se bruscamente.
Apesar de lhe ter sido pedido que abandonasse as instalações, durante uma hora, provocou desacatos no interior do consulado, danificando um bebedouro e um monitor de computador. Foi então que as autoridades da RAEM foram chamadas para actuarem, e deterem o indivíduo que, segundo as autoridades pareceu apresentar problemas de ordem mental.