A companhia aérea de bandeira chinesa adquiriu os 31,6 por cento do capital que lhe faltava da China National Aviation (CNAC). Recorde-se que a CNAC é o accionista maioritário da Air Macau, com 51 por cento das acções da companhia da RAEM
A Air China, companhia aérea de bandeira chinesa, adquiriu a China National Aviation (CNAC), que detém 51 por cento da Air Macau. O negócio envolve uma verba a rondar os 3,2 mil milhões de patacas, com a Air China a pagar 0,28 euros (2,8 patacas) por cada uma das 1,04 mil milhões de acções da CNAC, correspondentes aos 31,6 por cento do capital da empresa que a Air China ainda não detém.
A operação sobre a CNAC permitirá à Air China racionalizar a estrutura accionista, permitindo à nossa empresa controlar directamente 17,5 por cento da Cathay Pacific, assegurando que os accionistas da Air China poderão também beneficiar do futuro sucesso da Cathay, disse Li Jiaxiang, presidente da Air China, citado pelo jornal de Hong Kong South China Morning Post. A Air China detinha já 68,4 por cento da CNAC, outra das principais accionistas da Dragonair.
A companhia aérea de bandeira chinesa detém igualmente 51 por cento do capital da Air Macau, a transportadora aérea de Macau. Os outros accionistas são a TAP, com 20 por cento, a Sociedade de Turismo e Diversões de Macau, de Stanley Ho, com 14 por cento, a Evergreen, de Taiwan, cinco por cento e o governo da Região Administrativa Especial de Macau, com outros cinco por cento.
A Cathay Pacific é maior companhia aérea de Hong Kong, e comprou há duas semanas a Dragon Airlines, a sua principal concorrente. A fusão da Cathay com a Dragonair aproxima ainda mais a Air China e a transportadora de Hong Kong, sendo que uma fusão entre as duas, que vem sendo comentada nas bolsas asiáticas desde há dois anos, criaria a maior companhia aérea do mundo em termos de volume de passageiros.
O valor de 328,9 milhões de euros da operação da Air China pela CNAC assume a conversão para acções de todas as opções da CNAC no mercado antes da conclusão do negócio. Caso os detentores de opções preferirem não as converter, o valor de compra descerá para os 316,6 milhões de euros (3,1 mil milhões de dólares de Hong Kong).