PELOS  TRIBUNAIS

Cidadã filipina julgada por furto doméstico

O Tribunal Judicial de Base começou ontem a julgar uma cidadã das Filipinas por suspeita de furto. De acordo com a queixosa, para quem trabalhava a arguida, a soma do roubo ascende às 30 mil patacas

Realizou-se ontem no Tribunal Judicial de Base a primeira e única sessão do julgamento de uma empregada doméstica de nacionalidade filipina, que responde às acusações de furto qualificado de valores. No entanto, o julgamento decorreu à revelia porque a arguida não esteve presente durante a sessão.

O caso remonta ao ano passado, quando a cidadã filipina de apelido Santos, trabalhava como empregada doméstica num apartamento na Ilha da Taipa.

Na sessão foram ouvidas várias testemunhas, entre agentes da PSP, empregados de casas de penhores, duas cidadãs filipinas e ainda a vítima. O furto foi praticado no apartamento de uma residente, apoderando-se de vários objectos e ainda alguns valores monetários.

Entre os objectos encontravam-se várias jóias, relógios, telemóveis e cartões de créditos, segundo relatou a vítima em tribunal, revelando que a soma furtada ascende às 30 mil patacas.

A vitima disse que só mais tarde é que reparou que os objectos mais valiosos tinham desaparecido, acrescentando que “nunca tinha pensado que fosse roubar-me, porque nós conversávamos muito e tinha muita confiança nela”.

Os agentes descobriram no quarto da cidadã filipina, vários recibos de casas de penhores, lojas em que vendia os objectos tirados da casa da patroa.

Na fase de inquérito, a arguida confessou o crime e na sessão de ontem os funcionários das casas de penhores confirmaram, através de cópias de recibos, que a arguida vendeu os objectos em questão, exigindo. Por seu turno, uma indemnização caso os objectos sejam devolvidos à proprietária.

A leitura da sentença deste caso ficou marcada para o próximo dia 7 de Julho.

Adalberto barros